segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No tempo ...recordações

Eu e os amigos Bernardino e Quim (os Irmãos Salgueiros)

Eu e os meus amigos Frias e o Quim
Recordações
Ainda me lembro de um miúdo de calções e chinelos nos pés
com um acordeon entre as mãos, sentado no beiral da porta de casa onde morava,
junto à linha do caminho de ferro e eu um miúdo também.
Quando por perto passava o via e ouvia com aqueles sons melodiosos,
eu dizia: ou se calhar pensava: Olha ali está o Carlos Manuel com o seu acordeon.
Hoje, verifico que saltámos por cima de uns tantos anos e que já não somos os mesmos.
Apenas a lembrança perdura. Já lá vai bastante tempo e como tal sempre nos modificamos,
mais ou menos, até irmos perdendo aquela beleza...
Que belo sentimento. Lembrarmo-nos de tempos idos sobretudo quando isso acontece no momento em que tivemos a sorte de alcançar uma elevação a partir da qual podemos olhar à nossa volta e buscar com a nossa vista o caminho percorrido.
É tão agradável recordarmo-nos, vaidosos, de certos obstáculos que muitas vezes com um sentimentos que mete pena, considerámos como inultrapassável e compararmos àquilo que somos agora, já crescidos, com aquilo que éramos então... ainda por crescer!
...E o que éramos nós, senão crianças que ansiavam por ser adultos.
E afinal o que somos nós, senão pensamento...
Mas somos NÓS
Carlos Frias

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

No tempo ...o Mar e Tu

Ainda há um fio aquoso e tênue de Esperança

Gotejando em mim, a Água da bem-aventurança

Anjos dançam ao meu redor

Querem me ensinar o que é o Amor

Não falo de pele, de sentimento carnal

Falo de Rios, Águas vivas e de Mar

Da fonte limpida e de puro cristal

Sentimento espiritual

Não me refiro pois, ao amor entre iguais

Falo da Pétala aromática do Bem-me-quer

Da Flor que não murcha jamais

Que o mal-me-quer invejou

E não quer Mais

Úrsula A. Vairo Maia

sábado, 25 de setembro de 2010

Minha ...amiga Vanessa Pereira e o seu Livro

De ...muita sensibilidade
"Há momentos em que me sinto só, momentos em que o Sol se esconde para mim.
Há momentos em que me sinto gelar; momentos em que o Vento só sopra para mim. Perguntar coisas que ninguém sabe responder; porque simplesmente não têm resposta.
Como é possível amar sem conhecer? Alguém me sabe dizer?
A Vida parece um rodopio, e nem sempre pára quando queremos.
Quero gritar para que pare, quando assim o desejo. Quero poder amar, sem fazer disso um segredo, porque a tristeza consome-nos o coração e a Alma torna-se prisioneira.
Quero poder dizer ao Mundo que o amor nasceu para mim, poder sentir os raios de Sol dourados tocarem a minha pele.
Quero poder tirar significados daquilo a que chamamos coincidências, quem sabe acreditar numa obra do destino.
Coincidências? Já as vivi, estou a vivê-las. Coisa estranha esta. Mas não deixa de me fazer pensar, que a vida mostra-me os melhores caminhos, ainda que eu possa não os ver com clareza.
O Destino é uma estrada sem desvios, feita de asfalto sem imperfeições. E é nesta estrada que me deixarei conduzir, até encontrar a felicidade junto dele.

"Olá Doce"

Um livro, uma obra, cheia de encanto e subtileza, onde a escritora se move na figura da personagem e protagoniza uma bela história de amor, egoísta e sem preconceitos, num conto romântico com alguns sobressaltos e dissabores mas também boas surpresas em comunhão com uma atmosfera plena de belas paisagens com cheiros de Mar, Campo, Flores, Pássaros que "chilreavam melodias de encantar", Sol, Lua, Noite, Estrelas, a neblina ao Amanhecer...


A Vanessa apresenta neste conto, alguma ingenuidade própria da sua natureza e também da relação que faz com a personagem, mas depressa cresce e ao longo da história faz sentir cada vez mais a sua personalidade e uma forte maturidade.



Vanessa Pereira, Bacharel no Curso de Licenciatura de Medicina Nuclear; Escritora e Psicóloga.
Depois do livro "Palavras de Amor" a Chiado Editora publica agora o seu segundo livro.

Uma amiga de que me orgulho ter conhecido
Parabéns Vanessa.


Carlos Botto

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Namibe ...Terras Minhas

Um banco... Uma árvore... As areias...

E a sombra que nos encanta...

Namibe Minha Terra!

Carlos Botto

sábado, 14 de agosto de 2010

Teclas ...minhas

...umas notas que harmonizam em noite de baile.

Angola, Angola - música da minha terra! ...um curto pedaço para recordar.

Carlos Botto

sábado, 31 de julho de 2010

Pensamentos ...meus


Arrependo-me do mal que fiz...
Arrependo-me do que não pensei, quando deveria ter pensado...
Arrependo-me do que não disse, quando deveria ter dito...
Arrependo-me do que não fiz, quando deveria ter feito...
...mas nunca me arrependerei de todo o bem que prestei!
Carlos Botto

terça-feira, 20 de julho de 2010

Meu ...Aniversário




...meus, com sorriso



Noras







...um momento e tranquilidade










...com a presença de alguns amigos



A minha banda na minha noite...


terça-feira, 29 de junho de 2010

Viva "La Copa" ...meus queridos, na África do Sul

Embora lá Portugal... conta apartir de hoje!!!





























...prima Gladiz, primos Leonel e Luís e priminhos Carina e Marco!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Nasci no Deserto do Saara, sem documentos...

...não sei a minha idade.

Nasci no Deserto do Saara, sem documentos.

- Nasci num acampamento dos nómadas tuaregs entre Timbuctu e Gao, a norte do Mali.

Fui pastor de camelos, cabras, cordeiros e vacas de meu pai.

Hoje estudo gestão na Universidade de Montpellier.

Estou solteiro. Defendo os pastores tuaregs. Sou muçulmano, sem fanatismo.

-: Que turbante tão famoso!

- É uma fina tela de algodão: permite tapar o rosto no deserto e continuar a ver e a respirar através dele.

-: É de um azul belíssimo...

- Nós, os tuaregs, somos chamados homens azuis, por isso mesmo. O tecido liberta alguma tinta e a nossa pele adquire tons azulados.

-: Como conseguem esse tom de azul anil?

- Com uma planta chamada indigo, misturada com outros pigmentos naturais. Para os tuaregs o azul é a cor do mundo.

-: Porquê?

- É a cor dominante: é a cor do céu, do tecto da nossa casa.

-: Quem são os tuaregs?

- Tuareg significa "abandonados", porque somos um velho povo nómada do deserto, solitários e orgulhosos: "Senhores do Deserto", é como nos chamam. A nossa etnia é amasigh (bereber), e o nosso alfabeto, o tifinagh.

-: Quantos são?

- Uns três milhões, e a maioria permanece nómada. Mas a população diminui. "É preciso que um povo desapareça, para que saibamos que ele existiu!" - apregoava um sábio. Eu luto para preservar esse povo.

-: A que se dedicam?

- Pastoreamos rebanhos de camelos, cabras, cordeiros, vacas e asnos num reino de imensidão e de silêncio.

-: O deserto é realmente tão silencioso?

- Quando se está sozinho naquele silêncio, ouve-se o batimento do próprio coração. Não há lugar melhor para se estar sozinho.

-: Quais as recordações da sua infância que conserva com maior nitidez?

- Desperto com a luz do sol e ali estão as cabras de meu pai. Elas dão-nos leite e carne, nós levamo-las aonde hé água e pasto... Assim fizeram o meu bisavô, o meu avô e o meu pai... e eu. Não havia outra coisa no mundo além disso. E eu era muito feliz com isso.

-: De facto!... Mas isso não parece muito estimulante...

- Mas é muito! Aos sete anos já me deixaram afastar do acampamento para que aprendesse coisas importante: farejar o ar, escutar, apurar a vista, orientar-me pelo sol e pelas estrelas... E deixar-me levar pelo camelo, se me perdia. Ele nos leva aonde há água.

-: Saber isso é valioso, sem dúvida...

- Ali tudo é simples e profundo. Existem muito poucas coisas. E cada uma tem um enorme valor!

-: Então este mundo e o vosso são muito diferentes, não são?

- Ali cada pequena coisa te proporciona felicidade. Cada toque é valorizado. Sentimos uma enorme alegria pelo simples facto de nos tocarmos e estarmos juntos. Ali ninguém sonha em chegar a ser, porque cada um já o é!

-: O que mais o chocou na sua primeira viagem à Europa?

- Ver as pessoas a correr pelo aeroporto. No deserto só se corre quando vem uma tempestade de areia... Assustei-me é claro!

-: Eles apenas iam buscar as suas malas...

- Sim! era isso. Também vi cartazes de mulheres nuas. Perguntei a mim próprio: porquê esta falta de respeito para com a mulher?... depois no Íbis Hotel, vi a primeira torneira da minha vida, vi a água a correr e senti vontade de chorar...

-: Que abundância! Que desperdício! Não era?

- Todos os dias da minha vida consistiam em procurar água. Quando vejo as fontes ornamentais aqui e acolá, continuo a sentir por dentro uma dor tão intensa...

-: Tanto assim?

- Sim! No começo dos anos 90 houve uma grande seca. Morreram os animais e nós adoecemos. Eu tinha 12 anos e a minha mãe morreu. Ela era tudo para mim!... Contava histórias e ensinou-me a contá-las muito bem... Ela ensinou-me a ser eu próprio!

-: O que sucedeu com a sua família?

- Convenci meu pai que me deixasse ir à escola. quase todos os dias caminhava 15 km. Até que um dia o profesor arranjou-me um lugar para dormir e uma senhora dava-me de comer quando eu passava em frente da sua casa. Entendi que essa ajuda vinha de minha mãe.

-: De onde veio esse desejo de estudar?

- Há anos, passou pelo nosso acampamento o rally Paris-Dakar e uma jornalista deixou cair um livro da sua moxila... Eu apanhei-o e entreguei-lho. Ela deu-me de presente. - Era um exemplar de "O Principezinho" e eu prometi a mim mesmo que um dia conseguiria lê-lo.

-: E conseguiu.

- Sim! Foi assim que consegui uma bolsa de estudo em França.

-: Um Tuareg na Universidade!

- Ah, do que mais sinto falta aqui é do leite de camela... E do calor da fogueira e de andar com os pés descalços na areia quente. - Lá nós olhamos as estrelas todas as noites e cada estrela é diferente das outras como cada cabra é diferente. - Aqui, à noite, você olha para a TV!

-: Sim! e o que acha pior aqui?

- Vocês têm tudo, mas acham insuficiente... Vocês queixam-se. Na França passam a vida a reclamar! Ficam escravos, para o resto da vida, de uma dívida bancária, num desejo de possuir tudo rapidamente... No deserto não há congestionamentos e você sabe porquê? - porque lá ninguém quer ultrapassar ninguém.

-: Conte-me um momento de extrema felicidade no seu deserto distante.

- Todos os dias, duas horas antes do pôr do sol: a temperatura desce, mas ainda não é o frio, e os homens e os animais, lentamente voltam para o acampamento e seus perfis são recortados por um céu cor de rosa, azul, vermelho, amarelo, verde...

-: Fascinante, na verdade...

- É um momento mágico... - entramos todos na cabana e colocamos o chá para ferver. Sentamo-nos em silêncio, a ouvir a ebulição... - a calma invade-nos a todos e o nosso coração bate ao ritmo do rumor da fervura...

-: Que paz!

- AQUI VOCÊS TEM RELÓGIO ...LÁ TEMOS O TEMPO!

- VOCÊ TEM O RELÓGIO, EU TENHO O TEMPO...

- Na nossa vida o tempo não deve ser apenas o que é marcado pelo relógio. - Quantas vezes, em cada dia nos falta "O TEMPO"?

O tempo é como um rio.

Não podemos tocar a mesma água duas vezes,

porque a água que passou, não passará de novo...

Entrevista realizada por: Victor-M. Amela a: Moussa Ag Assarid - música: Lawrence de Arabia

Carlos Botto

domingo, 13 de junho de 2010

Toquei para ...Meus Amigos de Benguela

Convivendo com alguns Amigos...


A Minha Banda...

...com a magia da nossa música - ÁFRICA

Tranquilidade... BENGUELA

Acácias...




Carlos Botto

sábado, 27 de fevereiro de 2010

No Tempo ... o Crer e o Perfeito

Preciosa Inocência ...

Até que tenha amado um animal, parte da alma da pessoa permanece adormecida ...

Anatole François Thibault

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Meu, Escritor ...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Areias minhas, no tempo ...

Deserto do NAMIBE em toda a sua imensidão, estendendo seus braços à Namíbia, sua Mãe ...

Carlos Botto

Aulas de Orgão/Synthetizer - Lição Nº. 2


Já está publicada a Lição nº. 2 da Escola de Orgão e Synthetizer, com os Video I e video II.
Carlos Botto

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Meus, um desfile de embarcações de pesca...

PORTUGAL - Quarteira (Algarve).... uma bela praia mesmo no Inverno. A maravilha do seu Porto de Abrigo, durante a Festa da Patrona dos Pescadores «Festa da Nossa Senhora da Conceição» .

...por isto publico!

Um desfile de embarcações de pesca em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, tal como nos meus tempos de criança eu assistia na Praia das Miragens da terra que me viu nascer ... NAMIBE

Parabéns ao Prof. José Carneiro, autor desta realização, pelas imagens e também pela boa música que adoptou como pano de fundo em transparência.

Carlos Botto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Meu pequenino grande ...


Meu que vi nascer, crescer e que amo ...

Carlos Botto