segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No tempo ...recordações

Eu e os amigos Bernardino e Quim (os Irmãos Salgueiros)

Eu e os meus amigos Frias e o Quim
Recordações
Ainda me lembro de um miúdo de calções e chinelos nos pés
com um acordeon entre as mãos, sentado no beiral da porta de casa onde morava,
junto à linha do caminho de ferro e eu um miúdo também.
Quando por perto passava o via e ouvia com aqueles sons melodiosos,
eu dizia: ou se calhar pensava: Olha ali está o Carlos Manuel com o seu acordeon.
Hoje, verifico que saltámos por cima de uns tantos anos e que já não somos os mesmos.
Apenas a lembrança perdura. Já lá vai bastante tempo e como tal sempre nos modificamos,
mais ou menos, até irmos perdendo aquela beleza...
Que belo sentimento. Lembrarmo-nos de tempos idos sobretudo quando isso acontece no momento em que tivemos a sorte de alcançar uma elevação a partir da qual podemos olhar à nossa volta e buscar com a nossa vista o caminho percorrido.
É tão agradável recordarmo-nos, vaidosos, de certos obstáculos que muitas vezes com um sentimentos que mete pena, considerámos como inultrapassável e compararmos àquilo que somos agora, já crescidos, com aquilo que éramos então... ainda por crescer!
...E o que éramos nós, senão crianças que ansiavam por ser adultos.
E afinal o que somos nós, senão pensamento...
Mas somos NÓS
Carlos Frias