Eu e os amigos Bernardino e Quim (os Irmãos Salgueiros)

Eu e os meus amigos Frias e o Quim
Ainda me lembro de um miúdo de calções e chinelos nos pés
com um acordeon entre as mãos, sentado no beiral da porta de casa onde morava,
com um acordeon entre as mãos, sentado no beiral da porta de casa onde morava,
junto à linha do caminho de ferro e eu um miúdo também.
Quando por perto passava o via e ouvia com aqueles sons melodiosos,
eu dizia: ou se calhar pensava: Olha ali está o Carlos Manuel com o seu acordeon.
Hoje, verifico que saltámos por cima de uns tantos anos e que já não somos os mesmos.
Apenas a lembrança perdura. Já lá vai bastante tempo e como tal sempre nos modificamos,
mais ou menos, até irmos perdendo aquela beleza...
Que belo sentimento. Lembrarmo-nos de tempos idos sobretudo quando isso acontece no momento em que tivemos a sorte de alcançar uma elevação a partir da qual podemos olhar à nossa volta e buscar com a nossa vista o caminho percorrido.
Que belo sentimento. Lembrarmo-nos de tempos idos sobretudo quando isso acontece no momento em que tivemos a sorte de alcançar uma elevação a partir da qual podemos olhar à nossa volta e buscar com a nossa vista o caminho percorrido.
É tão agradável recordarmo-nos, vaidosos, de certos obstáculos que muitas vezes com um sentimentos que mete pena, considerámos como inultrapassável e compararmos àquilo que somos agora, já crescidos, com aquilo que éramos então... ainda por crescer!
...E o que éramos nós, senão crianças que ansiavam por ser adultos.
E afinal o que somos nós, senão pensamento...
Mas somos NÓS
Carlos Frias

Adorei o texto e por isso o publiquei.
ResponderEliminarObrigado meu amigo por tão nobre sentimento.
...e claro uma coisa que é certa: niguém nunca na vida, mas mesmo niguém nos consegue tirar o que possuímos; o que nos pertenceu e sobretudo o sabor de sermos heróis naquele tempo... pequenos mas heróis!!!
...e sempre heróis hoje, de outrora.
Caro Carlos Botto
ResponderEliminar'tás filósofo que nem Aristóteles...os sintomas de pdi estão por aqui- na prosa- espalhados,que nem margaridas a desfolhar...A saudade dos tempos que já lá vão,é para todos nós,penosa,pesada,cruel,avassaladora como um tornado.Parafraseando Pepetela (quase teu conterrâneo...) é assim :
"O TEMPO É UM ATLETA BATOTEIRO,TOMA DROGAS PROIBIDAS,CORRE MAIS QUE TODOS. E QUANTO MAIS O QUISERMOS AGARRAR,PORQUE RESTA POUCO,MAIS ELE CORRE.POR ISSO SÃO SÁBIOS OS VELHOS DOS KIMBOS,NUNCA QUEREM AGARRAR O TEMPO,DEIXAM-NO PASSAR POR ELES,AS PELES DEVEM SER RUGOSAS E O TEMPO ENTRANHA-SE NELAS,DESLIZANDO COM MAIS DIFICULDADE. " (in "O Planalto e a Estepe").
As lembranças e memórias (também) se vão com o vento,mas curiosamente,como este, SEMPRE voltam ao ponto de partida...
Abraço amigo e FESTAS FELIZES.
Teu amigo
João Carreira
Oi Amigo,
ResponderEliminarFiquei super emocionada com as suas palavras...
LINDO DEMAIS!
Um abraço,
Lígia
FELIZ 2011 CHEIO DE AMOR, AMIGOS E MUITA FELICIDADE!!!!!!
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